sábado, 28 de agosto de 2010

A Falácia da Quebra de Maldições Hereditárias

   

 Muitas pessoas estão em quebra de maldição, mas, eu, no meu íntimo, não consigo compreender como há algo tão opressor no meio cristão como isso. Uma pessoa que sempre viveu com um determinado problema e depara-se com a Graça justificadora de Cristo Jesus, reconhece que é pecadora e, certamente, é liberta por Ele, depois ficará toda confusa ao colocarem-lhe essa idéia de quebra de maldição hereditária. Sem querer, ela acaba, erroneamente, notando que não adiantou sua decisão por Cristo, pois ainda tem que fazer algo mais.
    
    Pergunto-me. O sacrifício do Filho de Deus foi em vão? Estou enganado ou as Sagradas Escrituras nos falam que “se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17)? Meus irmãozinhos queridos, isso é ridículo. Em um ponto dessa teoria de quebra de maldições há o seguinte: “Alguém pode estar vivendo debaixo de maldição hoje, porque os pais fizeram votos, pactos com demônios no passado. Alguns entregaram tudo, consagraram toda família aos demônios, por isso hoje, eles têm direito legal de estarem agindo –Provérbios 18:21 e Tiago 3:8-12.” Os demônios têm direito legal naqueles que foram comprados e remidos pelo sangue do Cordeiro de Deus? Não acredito que há pessoas que pensam assim! Refuto-lhes propagando-lhes "Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo" Colossenses 2.14-15.

    Será que é difícil percebermos a Graça divina? Será que ainda há algum sacrifício a se fazer? “E não me lembrarei mais de seus pecados e de suas iniqüidades. Ora, onde há remissão destes, não há mais oferta pelo pecado” (Hebreus 10: 17,18) Não sejamos ridículos em nos envolvermos nessa falácia. O amor do nosso bom Pai está ao nosso alcance. Empenhemo-nos em nos laçar em Seus braços. Reitero que quebra de maldições é ridículo, além de ser uma blasfêmia enorme.

    Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres (João 8:36)

Salvação e caráter em Cristo Jesus

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Relacionamento com o Pai

                                        
    
    Nosso relacionamento com o nosso bom Pai deve ser sem interesse algum. É difícil não querer isso com Ele, pois estamos falando acerca dAquele que é tudo em todos e em qualquer coisa que exista ou venha a existir. Somos impulsionados, pela nossa condição de dependência, a pedir sempre proteção e provisão em nossas orações. Tiago fala que pedimos mal as coisas a Deus: "Quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos errados, para gastar em seus prazeres." (Tg 4:3 NVI). Sempre queremos que as nossas soluções sejam resolvidas, não as do próximo também.  Temos que repensar esse nosso relacionamento com Deus. 

    Barganhas e interesses estão presentes nas orações de muitos cristãos. Não me sinto bem quando em um acidente, há testemunhos de livramentos em detrimento da morte de muitas pessoas. Como a família dos que morreram ouvirão de bom grado a afirmação de que o Senhor livrou aquela pessoa que está testemunhando e o seu ente querido não? Deus não faz acepção de pessoas: " Pois em Deus não há parcialidade" (Rm 2:11 NVI). Por que sempre achamos que o Senhor é exclusivista? Temos, urgentemente, que remover de nossa mente qualquer tipo de exclusão, pois nosso bom Pai é inclusivista. Ele não precisa deixar de "proteger" alguém porque não Lhe segue. Diz-se que a cantora Madonna rechaçou qualquer ideia sobre Deus devido à morte de sua mãe. Disseram-lhe que Deus levou sua mãe e ela questionou o porquê disso, e, até hoje, tem uma imagem distorcida de Deus.

    Quantas pessoas não se aproximam de Deus devido acharem que não são "escolhidas" por Deus? Quantas pessoas se afastam dEle porque seus entes queridos morreram numa tragédia e houve cristãos que disseram que foram livrados por Deus e as outras pessoas não? Creio que o Senhor livra alguém sim, mas não tenho a pretensão de dizer que ele escolheu livrar uns e outros não. Não sei o porquê dos livramentos, quando há, mas sei que é um mal grande às pessoas que perderam alguém ouvir que suas pessoas queridas não tiveram a benevolência de Deus.

    Salvação e caráter em Cristo Jesus.

sábado, 21 de agosto de 2010

Parusia

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Banda: Rosa de Saron
Múscia: Parusia
    Essa música é de uma banda que gosto muito. Vale a pena conferir suas músicas. A maioria das letras são profundas, e, realmente, toca nossos corações. Essa música fala da segunda vinda de Jesus (parusia) e da nossa ansiedade na espera de Sua volta.

Salvação e caráter em Cristo Jesus.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Questões Sobre Salvação

                                    

                                    

  
    Dúvidas sempre me vinham à cabeça. A questão soteriológica sempre ficou pertinente em mim. Como um homem pode ser justificado e salvo, se ele peca o tempo todo? Não há como se negar, nós pecamos todos os dias. Por mais que busquemos ao Senhor, sempre pecamos. Como fazer para não errar o alvo até o dia em que morrermos? Depois de muitas meditações pessoais com o nosso bom Pai e nas Escrituras, percebo que não haverá um só momento em que não pecaremos. E o melhor. Não é por causa disso que seremos deixados no lado de fora (Mt 25:1-13).

    Analisemos três concepções soteriológicas divergentes que permeia toda a questão teológica sobre este assunto. Primeiro: Universalismo - Esta concepção visa que todos os seres humanos serão salvos por Deus, portanto, segundo essa concepção, o sacrifício de Cristo foi exatamente completo e eficaz. O ser humano sempre pecará, mas, no final de tudo, ele será justificado pelo novo Adão (Rm 5:17-19). Segundo: Calvinismo - Para estes, Deus elegeu, antes da criação do mundo, aqueles que iriam ser salvos (Ef 1:4,5), sendo assim, aqueles que não foram eleitos irão para a perdição eterna. O sacrifício de Cristo só foi para os eleitos. Terceiro: Arminianismo - Esta corrente soteriológica afirma que Cristo morreu por todos e quer que todos sejam salvos (1 Tm 2:3,4), mas o ser humano tem a escolha de querer se aproximar de Deus ou não (Gn 4:7).

    Depois de analisarmos estas três principais correntes sobre a salvação humana, podemos perceber algo mais. Não gosto de me posicionar, porque isso é muito complexo, mas exporei o que penso, e, vocês, leitores, exporão as suas também. Penso que não é por nossos esforços de não pecar que somos justificados por Jesus. Como escrevi acima, por mais que não tentemos pecar, sempre pecaremos (1 Jo 1:10), não há ninguém nesta Terra que nunca pecou, a não ser o Filho de Deus (2 Co 5:21). A Bíblia, em Romanos 7:15-25 nos diz que há uma luta. Nós, que somos conscientes de nossa imperfeição e carência de Deus, não fazemos o que desejamos, mas sim o que odiamos. Somos cônscios do erro que cometemos, mas, cometemos. Há pessoas, que se dizem cristãs, que pecam voluntariamente, sabendo e não tendo receio algum que está pecando. Com isso, em Hebreus 10:26,27 nos diz que, para tais pessoas, não resta sacrifícios pelo seus pecados, isso, se morrer sem o reconhecimento de que está no erro. Se alguém peca, mas sempre luta para não pecar, perdendo batalhas e ganhando também, reconhecendo que é pecadora e carente da Graça divina, sua justificação é certa.

    Com tudo isso enfatizo o fato de que Deus amou primeiro o homem, se tornando aberto àqueles que percebem seu amor. Não há completamente nada que possamos fazer para sermos salvos, somente isso, reconhecer que somos pecadores e, que, mesmo pecando e lutando contra o pecado, sua Graça no justifica por meio de Seu Filho, morto e ressuscitado.

Salvação e caráter em Cristo Jesus!

     

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Minhas insatisfações evangelicais


    Como disse em alguma postagem anterior, não gostaria mais de escrever algo que possa denotar polêmicas. Mas é que não consigo ficar sem me indignar com certas coisas que acontecem no meio que amo tanto, o meio cristão evangélico. De uns anos para cá, não suporto ouvir certas pregações de certos pastores e não consigo entrar em certas igrejas. Dá-me logo uma sensação de mal-estar profundo e desejo que o tempo passe logo. Não consigo ocultar meus posicionamentos. Como não sou um líder evangélico (muitos ao falarem o que pensavam foram ex-comungados por evangélicos fundamentalistas), exporei algumas indignações, e sem receio nenhum de compartilhar aqui neste blog.
    São tantos inconformismos meus que começarei a abordar no que me vier à mente. Primeiro, queria dizer sobre Morris Cerullo (darei nome aos bois). Esse senhor é totalmente descreditado nos Estados Unidos e sempre está por aqui nos arraiais pentecostais brasileiros propagando sua unção financeira. O incrível é que o pentecostalismo está se tornando neo-pentecostalismo de uma maneira absurda. A ênfase nos dons de cura e glossolalia não tem mais espaço, pois a unção financeira ou da prosperidade tomou de conta dos arraiais pentecostais. Esse cidadão, Cerullo, comprou os despojos milionários do, hoje renovado, Jim Bakker (um grande tele-evangelista que tornou-se milionário por fraudar seus fiéis nos anos 80 e ficou estigmatizado por ser pegue com prostitutas) e por onde passa arrecada cifrões para seu bolso "ungido". De onde ele tirou essas unções? Com certeza não foi do Evangelho que fala que o Dono do mundo nasceu numa manjedoura, viveu a grande maioria do tempo no meio dos pobres e morreu sem ter coisa alguma de bens materiais.
    Outra coisa que me indigna é a busca de "poder" que muitos evangélicos anseiam. O poder que se aborda nas Escrituras não tem nada a ver com o "poder" de livramentos e de segurança que muitos querem. O poder escriturístico nos impulsiona a levar os valores do Reino a todas as pessoas. Deus pode livrar, proteger, blindar, seja lá quem for, mas não temos que pedir isso. As contingências fazem parte do nosso dia-a-dia. Devemos pedir Sua presença todos os dias, não Sua proteção. Muitos cristãos não entendem o que é essencial.
    Quero salientar que sou um cristão evangélico e sempre serei. Não deixarei de me considerar evangélico por causa de certos pagãos que pensam estar no Evangelho. Os valores do Reino são tão belos e simples que esses lobos vorazes querem torná-los feios e complexos. Não gostaria que nenhum leitor deste texto pense que tenho ódio de tais pessoas relacionadas, não tenho ódio de ninguém, o Evangelho que prego é o Amor, mas me apiedo e os denuncio, para que o Reino seja preenchido com mais e mais filhos adotivos do nosso bom Pai. Posteriormente, pensarei em colocar mais insatisfações evangelicais.

    Salvação e caráter em Cristo Jesus

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Ortodoxia diferente de Fundamentalismo




     É preciso distinguir fundamentalismo de ortodoxia, pois os dois podem tanto andar juntos quanto separados. O ideal é que a ortodoxia esteja separada do fundamentalismo, pois este é extremo em todos os seus aspectos. Os fundamentalistas pensam que somente eles estão certos, eles nunca voltam atrás de suas opiniões. É difícil até de conviver com eles, pois não nos deixam duvidar e nem discordar de seus posicionamentos.

    A ortodoxia cristã protestante declara as doutrinas mais bíblicas e sistematizadas de todas as escolas teológicas (as outras são o liberalismo e a neo-ortodoxia). Em síntese, dessas escolas podemos afirmar assim: os ortodoxos creem na inerrância da Bíblia, num cumprimento mais restrito à moral cristã na sociedade e numa fatigante sistematização de doutrinas; os liberais são o extremo dos ortodoxos, eles propagam que a Bíblia contém certos equívocos, a ciência e a tecnologia são tidas como avanços da sociedade em detrimento da fé, e da humanização da interpretação bíblica; por fim, os neo-ortodoxos são um meio de equilíbrio entre os ortodoxos e os liberais. Afirmam que a Bíblia é exata quando nos fala acerca da salvação, desconsiderando alguns eventos tidos como históricos pelos ortodoxos. Tratam os valores cristãos como essenciais para a propagação do Evangelho na sociedade e não são sistemáticos fatigantes quanto os ortodoxos.

    A questão é que dá para ser ortodoxo sem ser fundamentalista, pois radicalizar costumes e defender "verdades absolutas" sem amor não promove atração de não cristãos ao Evangelho, mas sim, repulsão. Um fundamentalista interpreta a Bíblia, geralmente, com ódio aos não cristãos, como justificar os ataques ao Iraque e ao Afeganistão como guerra contra os ímpios, esquecendo que isso eram características do povo de Deus antes da Graça em Cristo Jesus. O ortodoxo não fundamentalista vai ver que uma guerra dessas não é algo que consentiria.

    Fundamentalistas são fariseus modernos nos dias hodiernos. Ortodoxos são cristãos que querem, simplesmente, que as doutrinas essenciais do cristianismo sejam levadas a sério. Podemos ser ortodoxos fundamentalistas ou ortodoxos não fundamentalistas, basta usar o amor que vem de Deus para escolher qual dos dois é o certo.

Salvação e caráter em Cristo Jesus

domingo, 1 de agosto de 2010

Quem é Ele?

    Penso que as músicas que gostamos podem nos identificar perante os outros. De alguma forma isso é notório. Então postarei, em postagens intercaladas, letras de música que gosto muito de ouvir com comentários meus abaixo. A maioria imensa são de bandas de rock cristão. Sempre gostei de rock, desde os meus 11 anos de idade, e ainda gosto muito, principalmente com letras que me edificam nos valores do Reino. Vejam a primeira:

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Banda : Resgate

Álbum: Jesus, Vida e Rock' n Roll
Ano: 1991
Música: Quem é Ele

Quem é Ele?
Eterno soberano sobre todos os mortais
Quem é Ele?
A verdade vem marchando, vem marchando sobre nós
Quem é Ele?
Por mais que os anos passem nunca passam suas leis
Quem é Ele?
Pela sua morte fomos livre de uma vez
Lembre-se dos filmes
Em que o crime não compensa
Todas as loucuras
Têm as suas recompensas
Tudo tem o seu avesso
A vida tem a morte então
Jesus pagou seu preço
Pra desvirar a situação
Pelos culpados
Morreu o sangue do imortal



Quem é Ele é uma pergunta que demonstra admiração quando notamos a majestade de Deus. Sempre me pergunto quem é Ele. Não há quem seja maior do que Ele, a Verdade que sempre está acima de qualquer verdade. Seus valores nunca hão de passar, pois são eternos e necessários a quaisquer culturas e tempos. Ele morreu a nossa morte, não havendo mais condenação para os que estão nEle. Se até em f icções o mal não resiste, quanto mais diante do Deus vivo! O sangue da imortalidade tornou mortal para sermos imortais como Ele, dando-nos uma nova vida.

*Texto inspirado na letra da música acima.

Salvação e caráter em Cristo Jesus